Qual é a verdade dos testes coletivos da pré-temporada?

A Ferrari surge com desempenho mais real em 2017 e se coloca como grande ameaça às poderosas Flechas de Prata. A Williams surpreende com Felipe Massa, enquanto a Red Bull ainda está longe das principais rivais

Evelyn Guimarães, de Curitiba

 

Depois de quase dois anos discutindo os aspectos técnicos e a viabilidade do novo regulamento, a F1 colocou seus carros mais largos e mais velozes de 2017 na pista pela primeira vez no fim de fevereiro, em Barcelona, o costumeiro palco de testes da maior das categorias. E a expectativa pelo resultado do trabalho dos projetistas era alta e o que se viu no traçado catalão foram bólidos que remetiam a uma F1 dos sonhos dos mais nostálgicos. De fato, os modelos estão mais bonitos, os pneus e o novo tamanho das asas dianteira e traseiras emprestam um ar agressivo e arrojado. A ideia de tornar os carros mais rápidos e mais difíceis de pilotar, enfim, saiu do papel. E como ela, talvez uma nova ordem de forças.

No dia em que a pré-temporada teve início, todas as dez equipes do grid já haviam apresentado suas criações. E a Ferrari foi a grande surpresa das atividades espanholas. Vinda de uma temporada bastante irregular, a equipe italiana começou cedo seu projeto para este ano. Pouco antes da metade do campeonato passado. Mesmo com a perda do engenheiro James Allison, o time conseguiu reunir forças para construir um carro muito melhor que o antecessor. Sem medo de errar, pode-se dizer que a SF70H é um modelo bem-nascido.

A Ferrari usou tudo o que o regulamento permitiu. O carro vermelho chama atenção pelas inovadoras entradas de ar laterais – a equipe fez uso de forma inteligente das aberturas, agora maiores. Também trabalhou bem do ponto de vista aerodinâmico em um modelo harmonioso e elegante. Mas não se furtou a lançar mão da barbatana de tubarão, e criou um bólido que casa com os novos pneus da Pirelli.

Por tudo isso, a equipe italiana impressionou nas duas semanas na Espanha. Mas não tanto pelo 1min18s684 cravado por Kimi Räikkönen – a melhor marca da pré-temporada – no último dia dos treinos. O que causou espanto mesmo foi a consistência em ritmo de corrida, e isso com todos os tipos de pneus – a Ferrari vinha tendo mais dificuldades que a rival prateada com os pneus médios e duros nos últimos anos. Os ferraristas apresentaram uma performance sólida, portanto. Na prática, foram 0s3 mais velozes que os rivais da Mercedes nesta configuração. Em um registro de uma única volta, a Ferrari também se mostrou melhor. Na verdade, 0s6 mais veloz. É um ponto positivo também, visto que a classificação não vem sendo o forte dos italianos nos últimos anos. 

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