Congelamento dos kits: a única grande mudança

A Indy se conteve. Pensando em promover enormes mudanças nos próximos anos, a categoria norte-americana de monopostos preferiu mexer pouco no regulamento para 2017. A principal alteração é o congelamento dos kits aerodinâmicos

Pedro Henrique Marum, do Rio de Janeiro

Em dois anos seguidos onde MotoGP e F1 deram uma enorme repaginada em seus respectivos livros de regras, a Indy resolveu se manter relativamente sossegada. Não que a categoria norte-americana tenha descartado completamente qualquer mudança, mas elas são poucas e bem menos significativas do que estão fazendo outras das principais grandes categorias internacionais.

Várias das alterações feitas pela Indy - quase todas, na verdade - estão em procedimentos de final de semana. Dentre todas as grandes mudanças feitas, a maior dela é inegavelmente o congelamento dos kits aerodinâmicos, que tantos problemas suscitaram nas últimas temporadas. Para 2017, os kits serão essencialmente os mesmos do ano que passou - e, portanto, com grande vantagem para a Chevrolet sobre a Honda. Em 2018, ocorrerá uma padronização comandada pela categoria para aí iniciar um novo momento do campeonato.

"A decisão segue um extenso diálogo com Chevrolet, Honda, nossos times e acionistas — esta decisão está focada naquilo que é melhor para o futuro da Indy”, disse ainda em setembro de 2016 o presidente da Indy, Jay Frye. “Este é um componente integral do plano de longo prazo da Indy tanto para continuar a produzir uma competição de alto nível na pista, quanto para nos posicionarmos para adicionar outros fabricantes de motores”, seguiu.

“O carro de 2018 é uma tremenda oportunidade para a Indy e a colaboração no design já está em curso. A meta do carro universal é ter um ótimo visual, ser menos dependente de aerodinâmica, ter um potencial maior para grip mecânico/downforce e incorporar todas as melhorias de segurança mais recentes”, concluiu Frye.

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