Lorenzo tem maior desafio da carreira

Após nove temporadas de bons resultados e ritmo competitivo na Yamaha, Jorge Lorenzo desembarca na Ducati precisando se esforçar para se encaixar na moto da nova casa italiana

Nathalia De Vivo, de São Paulo

 

Jorge Lorenzo nunca escondeu que gostaria de encerrar sua trajetória no Mundial de Motovelocidade com o time dos três diapasões. No entanto, uma gorda e atraente proposta da fábrica adversária fizeram os olhos — e a conta bancária — do piloto brilharem. 

Mas este não foi o único motivo, já que nem tudo eram rosas na Yamaha. O clima dentro da equipe também já não era das melhores. Ele e seu companheiro, Valentino Rossi, não tinham a melhor das relações, principalmente após terem problemas bastantes públicos durante a briga pelo título de 2015.

No ano seguinte, os dois voltaram a trocar farpas. Enquanto o espanhol afirmou que o italiano permaneceu na Yamaha por falta de opções, o titular da moto #46 chegou a dizer que o colega não teria ‘colhões’ para guiar pela Ducati, afinal, o piloto de Palma de Maiorca teria de enfrentar uma grande mudança na carreira.

Jorge começou sua trajetória em 2002, nas motos 125cc defendendo a Derbi. Nos anos seguintes, já nas 250 cc, defendeu Honda e Aprilia. Em 2008, quando enfim deu o salto para a MotoGP, Jorge passou a integrar o quadro de funcionários da Yamaha.

Na equipe, foram mais de 100 pódios, 44 vitórias e três títulos. Uma parceria, portanto, de bastante sucesso e números expressivos. Após tanto tempo em uma só casa, uma moto, um time, tudo fica quase que no modo automático.

 

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