Guia FE 2018/19: Equipes e pilotos

Na véspera da abertura da quinta temporada da Fórmula E, o GRANDE PREMIUM apresenta todas as equipes e pilotos titulares que vão estar no grid

Pedro Henrique Marum, do Rio de Janeiro &
Gabriel Curty, de São Paulo

AUDI

Melhor resultado: campeã (2017/18)
Vitórias: 10
Poles: 5
Pódios: 35

A marca alemã mudou o status e assumiu de vez a ABT como equipe de fábrica na última temporada. Mas o primeiro setor daquele campeonato foi de uma decepção atroz: o carro era rápido, mas não parava na pista. Quando enfim encontrou o problema que tinha, a Audi disparou. Passou a não deixar mais o pódio, vencer corridas e pontuar em baldes com seus dois pilotos. O título chegou com uma pitada de milagre.

Agora, com uma tecnologia renovada, que muda os conjuntos e nivela o pelotão, resta ver qual a força da Audi para competir sem tanto tempo de vantagem contra rivais que também despejam os euros no projeto da Fórmula E. A rival nacional BMW, por exemplo.

Lucas Di Grassi
FE

 

LUCAS DI GRASSI #11

11 de agosto de 1984 (34 anos), São Paulo, Brasil
Na Fórmula E: 45 ePs
8 vitórias
3 poles
25 pódios
Na última temporada: Vice-campeão (144 pontos)
Melhor resultado na Fórmula E: Campeão em 2016/17

Lucas Di Grassi é o grande nome do grid atual da Fórmula E. Após três temporadas disputando o título até a última prova, o brasileiro teve uma primeira metade de temporada 2017/18 repleta de problemas e, mesmo assim, emendou uma série de ótimos resultados até fechar com o vice-campeonato, ajudando ainda a Audi a vencer o título entre as equipes.

 

 

DANIEL ABT #66

3 de dezembro de 1992 (26 anos), Kempten, Alemanha
Na F-E: 45 ePs
2 vitórias
2 poles
8 pódios
Na última temporada: 5º lugar (120 pontos)
Melhor resultado na Fórmula E: 5º lugar em 2017/18

Quem acompanha a Fórmula E desde o começo se surpreendeu muito com a nova versão de Daniel Abt que foi apresentada na última temporada. Bem menos errático, vencendo corridas e cravando poles, o alemão virou um piloto de, pelo menos, segundo patamar da categoria. O top-5 em 2017/18 chamou bastante a atenção e o agora mais maduro Abt pode seguir incomodando.

 

DS TECHEETAH

Melhor resultado: vice-campeã (2017/18)
Vitórias: 5
Poles: 4
Pódios: 14

Se terminou o segundo ano na categoria com o títulos de Pilotos e a segunda colocação de Equipes - após liderar por boa parte do campeonato -, a Techeetah vai para 2018/19 com uma mudança dramática: deixa de ser um time cliente da Renault, que forneceu o trem de força nos dois últimos anos, e passa a ser uma equipe oficial da DS. Aí mora a maior dúvida da esquadra franco-chinesa.

A DS em si não é uma dúvida. Ano passado, quando abraçava a Virgin, ficou com o terceiro posto geral na classificação. A marca conhece bem a tecnologia, bem como a já familiarizada Techeetah. A equipe manteve os nomes fortes da operação, chefiada por Mark Preston, todos os nomes em cargos diretivos e a dupla de pilotos: o campeão Jean-Éric Vergne e André Lotterer, agora no segundo ano. A Techeetah chega como uma das equipes mais fortes do pelotão para o terceiro ano.

Vem aí a DS Techeetah
FE

 

JEAN-ÉRIC VERGNE #25

25 de abril de 1990 (28 anos), Pontoise, França

Na Fórmula E: 43 ePs
5 vitórias
8 poles
15 pódios
Na última temporada: Campeão (198 pontos)
Melhor resultado na Fórmula E: Campeão em 2017/18

Jean-Éric Vergne teve o melhor carro da temporada 2017/18 e aproveitou com maestria. Sem deixar de lado a abordagem sempre agressiva, o francês dominou o campeonato em sua maior parte e conseguiu até poder controlar a vantagem no fim. Entra como um natural favorito ao título em 2018/19.

 

 

ANDRÉ LOTTERER #36

19 de novembro de 1981 (37 anos), Duisburg, Alemanha
Na Fórmula E: 12 ePs
2 pódios
Na última temporada: 8º lugar (64 pontos)
Melhor resultado na Fórmula E: 8º lugar em 2017/18

Um dos mais veteranos do grid, Lotterer teve grande carreira no WEC e chegou se credenciando a brigar por algo grande na Fórmula E. O primeiro ano, no entanto, não foi dos melhores, com acidentes e resultados bem inferiores ao do companheiro Vergne. Tem tudo para crescer e incomodar em 2018/19.

 

VIRGIN

Melhor resultado: 3º lugar (2015/16, 2017/18)
Vitórias: 7
Poles: 5
Pódios: 19

É muito difícil imaginar qual o caminho a Virgin vai seguir a partir de agora. Se desde a primeira temporada a marca de Richard Branson caminhava junto da DS Citroën, como equipe principal, agora não se sabe. A Virgin tem uma nova sócia majoritária, a chinesa Envision, mudou cargos diretivos e desfez o acordo com a DS. Agora é equipe cliente da Audi.

É um perigo e um risco que o time corre, ainda mais que não está claro porque a Envision se tornaria sócia majoritária para manter o nome Virgin ou deixar que os ingleses controlem o programa. Há, no entanto, o know-how de cinco anos de FE e a permanência de Sam Bird, um dos dois pilotos que ganhou corridas nas quatro temporadas anteriores. Resta saber até onde isso vai. 

 

SAM BIRD #2

9 de janeiro de 1987 (31 anos), Roehampton, Inglaterra
Na Fórmula E: 45 ePs
7 vitórias
4 poles
15 pódios
Na última temporada: 3º lugar (143 pontos)
Melhor resultado na Fórmula E: 3º lugar em 2017/18

Regularidade é a marca registrada de Sam Bird. Não tem uma temporada em que o inglês não esteja ali entre os cinco melhores, vencendo corridas, frequentando pódios. No último campeonato, Sam conseguiu subir mais um degrau e fechar no top-3. É possível que brigue ainda mais forte na temporada 5.

 

 

ROBIN FRIJNS #4

7 de agosto de 1991 (27 anos), Maastricht, Holanda
Na Fórmula E: 22 ePs
1 pódio
Na última temporada: Não disputou
Melhor resultado na Fórmula E: 12º lugar em 2015/16

Frijns está de volta ao grid da Fórmula E após um ano de ausência. Inegavelmente rápido e talentoso, o holandês tem como tarefa reduzir o número de incidentes em que se envolve. Assim, com um carro que costuma ser rápido como o da Virgin, pode incomodar Bird.

 

MAHINDRA

Melhor resultado: 3º lugar (2016/17)
Vitórias: 3
Poles: 3
Pódios: 6 

Se a quinta temporada da Mahindra fosse um programa de TV, seria o bota-abaixo do ‘Extreme Makeover’. O time anglo-indiano foi o único dos dez remanescentes que mudou os dois pilotos: saem Felix Rosenqvist – que corre o eP de Ad Diriyah como tapa-buraco apenas -, que foi para a Indy, e Nick Heidfeld, que preferiu se voltar para o endurance; entram o ex-F1 Pascal Wehrlein e o veterano da categoria Jérôme D’Ambrosio.

Dá para argumentar facilmente que a dupla que a Mahindra montou é uma das melhores do grid, mas a equipe também precisa dar o próximo passo. Na temporada 2017/18, estava rápida e conseguiu ver Rosenqvist liderar o campeonato e entrar na luta pelo título, mas alguns problemas terminais em situações-chave acabaram tirando qualquer chance do sueco brigar. A Mahindra vai ajudar ou atrapalhar?

A dupla da Mahindra
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JÉRÔME D’AMBROSIO #64

27 de dezembro de 1985 (32 anos), Etterbeek, Bélgica
Na Fórmula E: 45 ePs
2 vitórias
2 poles
7 pódios
Na última temporada: 14º (27 pontos)
Melhor resultado na Fórmula E: 4º lugar em 2014/15

Um dos remanescentes do primeiro grid da Fórmula E, D’Ambrosio parece já estar longe do melhor momento que viveu na categoria. Tudo bem que sofreu com uma Dragon capenga e deve pegar uma Mahindra bem mais forte, mas o belga não deve ser colocado como um favorito ao título.

 

 

PASCAL WEHRLEIN #94

18 de outubro de 1994 (24 anos), Sigmaringen, Alemanha
Na Fórmula E: estreante
Na carreira: 18º na F1 em 2017
Campeão do DTM em 2015
4º lugar na F3 Euro em 2012

Outra grande aquisição do grid da Fórmula E é o jovem Pascal Wehrlein. Com curta, mas decente passagem pela F1, o extremamente promissor piloto se desfez do vínculo com a Mercedes para assinar com a Mahindra. É bem possível que já chegue brigando por vitórias, mas título é complicado pelo período necessário de adaptação e o fato de que vai perder a primeira prova por ainda ter vínculo com a Mercedes, sendo substituído por Felix Rosenqvist, que deixa  a categoria e vai para a Indy.

 

NISSAN

Melhor resultado: campeã (2014/15, 2015/16, 2016/17)
Vitórias: 15
Poles: 14
Pódios: 26 

*Como Renault

Tudo bem, a Nissan nem sequer existia no universo da FE até os últimos meses. Mas todos sabem que a Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi definiu que a Renault ia focar os esforços do automobilismo apenas na F1 e passou a operação da FE para os japoneses. A e.dams segue comandando os esforços e a tecnologia é a da Renault. Então não há noviciado aqui.

A Nissan segurou o campeão Sébastien Buemi e dispensou Nicolas Prost. Depois, contratou Alexander Albon. E teve que demitir antes mesmo que ele estreasse, por conta de um chamado da F1. Oliver Rowland já testou o carro e ficou com a vaga. A maior questão é se a Nissan continua recuperar o espaço perdido pela Renault, que praticamente não teve contato com as melhores equipes na temporada passada.

A Nissan estreia
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SÉBASTIEN BUEMI #23

31 de outubro de 1988 (30 anos), Aigle, Suíça
Na Fórmula E: 43 ePs
12 vitórias
11 poles
21 pódios
Na última temporada: 4º lugar (125 pontos)
Melhor resultado na Fórmula E: Campeão em 2015/16

Discutivelmente o piloto mais talentoso do grid, Buemi sempre vai ser um favorito ao título. Na última temporada, o suíço ficou distante da briga pelo título, mas isso aconteceu muito mais por causa da equipe que do desempenho próprio que, mais uma vez, foi ótimo. Deve brigar até o final agora com o time chamando Nissan.

 

 

OLIVER ROWLAND #22

10 de agosto de 1992 (26 anos), Sheffield, Inglaterra
Na Fórmula E: 1 eP
Na última temporada: Não disputou
Melhor resultado na Fórmula E: 21º lugar em 2015/16

Rowland se juntou ao grid da quinta temporada aos 50 do segundo tempo. Quando tudo já estava fechado, Alexander Albon foi parar na Toro Rosso e, assim, abriu uma vaga na Nissan, que correu para fechar com o bom piloto inglês. Aos 26 anos, merecia uma chance grande como a que terá na Fórmula E.

 

JAGUAR

Melhor resultado: 6º lugar (2017/18)
Vitórias: 0
Poles: 1
Pódios: 1

Foram duas temporadas de atraso com relação a todas as outras equipes. Enquanto nove das esquadras haviam estreado em 2014, a Jaguar chegou com tudo próprio em 2016. Entretanto, com duas temporadas para entrar no ritmo esportivo e de tecnologia, a Jaguar pode trabalhar bem as novidades para este ano. Não há mais desculpa nesse sentido.

Por outro lado, o crescimento visto na segunda temporada – após ser lanterna do Campeonato de Equipes no debute – foi claro. Ficar no meio da classificação não é um grande negócio, mas é um avanço. Nelsinho Piquet vai para o segundo ano dele na equipe e já sabe que tem em Mitch Evans um rival à altura. A Jaguar, que ganha enorme espaço na FE com o eTrophy, inflaria o peito como há décadas não faz no automobilismo se conseguisse ser campeã.

É a terceira temporada da Jaguar
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MITCH EVANS #20

24 de junho de 1994 (24 anos), Auckland, Nova Zelândia
Na Fórmula E: 24 ePs
1 pole
1 pódio
Na última temporada: 7º lugar (68 pontos)
Melhor resultado na Fórmula E: 7º lugar em 2017/18

Evans está no grupo dos bons jovens pilotos do grid da Fórmula E. Bem veloz em 2017/18, provou que fez bem em apostar na categoria e parece ter um futuro bem interessante pela frente. Se a Jaguar evoluir de vez, pode encostar no pelotão da frente do grid.

 

 

NELSINHO PIQUET #3

25 de julho de 1985 (33 anos), Heidelberg, Alemanha – naturalizado brasileiro
Na Fórmula E: 45 ePs
2 vitórias
5 pódios
Na última temporada: 9º lugar (51 pontos)
Melhor resultado na Fórmula E: Campeão em 2014/15

O primeiro campeão da história da Fórmula E ainda tenta voltar a trilhar os bons resultados na categoria. Agora com a Jaguar, Nelsinho tem o primeiro desafio dentro da própria equipe, já que Mitch Evans teve um 2017/18 superior, também com menos problemas, é verdade.

 

VENTURI

Melhor resultado: 6º lugar (2015/16)
Vitórias: 0
Poles: 1
Pódios: 3

Sem muita força de chegada nos primeiros anos, a Venturi trabalhou para chegar renovada nesta quinta temporada. Contratou diretores, uma nova chefe em Susie Wolff e um piloto do renome internacional de Felipe Massa para andar ao lado de Edoardo Mortara. A marca monegasca se preparou para crescer agora, e não tem desculpas se não conseguir.

Para uma marca de tamanha importância no mundo da tecnologia EV e que até fornece motor para competidoras, a Venturi precisa mostrar força na FE.

Massa estreia na Venturi
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EDOARDO MORTARA #48

12 de janeiro de 1987 (31 anos), Genebra, Suíça
Na Fórmula E: 9 ePs
1 pódio
Na última temporada: 13º lugar (29 pontos)
Melhor resultado na Fórmula E: 13º lugar em 2017/18

Mortara é mais um dos bons pilotos do grid e com carreira bem estabelecida em outras áreas. O suíço é rei de uma das provas mais complicadas do mundo, o GP de Macau, além de ter feito ótimos campeonatos no DTM. Na Fórmula E, busca completar a adaptação após a conquista de um pódio em seu primeiro ano quando ia vencer a corrida e acabou rodando sozinho no fim.

 

 

FELIPE MASSA #19

25 de abril de 1981 (37 anos), São Paulo, Brasil
Na Fórmula E: estreante
Na carreira: Vice-campeão da F1 em 2008
Campeão da F3000 em 2001

A contratação de peso da Fórmula E para a quinta temporada é Felipe Massa. Com belíssima carreira na F1, o veterano brasileiro chega para correr com a Venturi, que ainda tenta se estabelecer como uma força do grid. Se conseguir se adaptar rapidamente aos carros elétricos, Felipe deve ser um dos destaques do campeonato.

 

NIO

Melhor resultado: 4º lugar (2014/15)
Vitórias: 2
Poles: 1
Pódios: 6

A start-up chinesa jamais conseguiu passar nem perto de replicar o sucesso da predecessora China Racing na primeira temporada e segue sem dar grandes sinais de crescimento. Manter Oliver Turvey foi uma manobra importante, mas a NIO precisa de mais do que isso para não ficar completamente para trás.

Há a necessidade de buscar algum acerto rápido para não perecer no que cada vez mais se torna um mar de fábricas.

A NIO tenta crescer
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OLIVER TURVEY #16

1º de abril de 1987 (31 anos), Penrith, Inglaterra
Na Fórmula E: 34 ePs
1 pódio
Na última temporada: 10º lugar (46 pontos)
Melhor resultado na Fórmula E: 10º lugar em 2017/18

Turvey foi chegando devagarinho e se estabeleceu de vez no grid da Fórmula E. Não é um pilotaço, um grande candidato a brigar pela taça, mas é aquele cara que, vira e mexe, vai acabar batendo na porta do pódio.

 

 

TOM DILLMANN #8

6 de abril de 1989 (29 anos), Mulhouse, França
Na Fórmula E: 10 ePs
Na última temporada: 18º lugar (12 pontos)
Melhor resultado na Fórmula E: 18º lugar em 2017/18

Dillmann tem 29 anos e poucos resultados de grande expressão no automobilismo, mas não é dos piores. O francês mostrou algum talento em suas corridas que fez na Fórmula E e fez por merecer a chance que vai ter numa NIO que é incógnita.

 

DRAGON

Melhor resultado: 3º lugar (2015/16)
Vitórias: 2
Poles: 2
Pódios: 9

Não há grandes novidades na Dragon, que segue com os motores da Penske e trocou apenas um dos pilotos – quem chegou foi Maximilian Günther, que era reserva do time no ano passado. A maior notícia é a saída de Jérôme D’Ambrosio, que mesmo em tempos de vacas magras foi quem mais marcou pontos.

Assim como a NIO, é difícil saber de onde o time norte-americano vai encontrar forças para sair do fundo pelotão. Apenas se o novo projeto for muito bem nascido é que a Dragon tem condições de pegar o elevador.

Sai do chão: é mais um ano de Dragon
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JOSÉ MARÍA LÓPEZ #7

26 de abril de 1983 (35 anos), Río Tercero, Argentina
Na Fórmula E: 20 ePs
2 pódios
Na última temporada: 17º lugar (14 pontos)
Melhor resultado na Fórmula E: 9º lugar em 2016/17

Dono de grande carreira no WTCC, Pechito ainda não disse ao que veio na Fórmula E. Muito envolvido em incidentes, o argentino precisa reduzir os riscos com uma Dragon que ainda tenta recuperar a boa forma de outrora na Fórmula E.

 

 

MAXIMILIAN GÜNTHER #6

2 de julho de 1997 (21 anos), Oberstdorf, Alemanha
Na Fórmula E: estreante
Na carreira: 14º lugar na F2 em 2018
Vice-campeão da F3 Euro em 2016

Difícil não se surpreender com a chegada de Günther ao grid da Fórmula E. Piloto de pouco brilho nas categorias de base europeias, o alemão vai ter a primeira chance em um campeonato de ponta.

 

BMW

Melhor resultado: 6º lugar (2014/15)
Vitórias: 0
Poles: 2
Pódios: 4

*Como Andretti

Equipe que menos pontuou na temporada passada, a Andretti abre espaço para ser absorvida como uma equipe de fábrica da BMW após dois anos trabalhando juntas. Com orçamento e tecnologia da montadora alemã, a oportunidade é gigantesca.

E o cartão de visitas foi dado logo de cara, na pré-temporada. Nos testes em Valência, António Félix da Costa e Alexander Sims superaram a concorrência com sobras e dominaram. Estreiam como uma das equipes favoritas.

Quem chega na FE é a BMW
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ANTÓNIO FÉLIX DA COSTA #28

31 de agosto de 1991 (27 anos), Lisboa, Portugal
Na Fórmula E: 41 ePs
1 vitória
1 pódio
Na última temporada: 15º (20 pontos)
Melhor resultado na Fórmula E: 8º lugar em 2014/15

António Félix da Costa é muito bom piloto, muito bom mesmo. Em tudo que corre. Ao português, faltava um carro bom na Fórmula E e, julgando pela pré-temporada, é bem possível que ele tenha aparecido. Se isso for mesmo verdade, é um dos favoritos de 2018/19.

 

 

ALEXANDER SIMS #27

15 de março de 1988 (30 anos), Londres, Inglaterra
Na Fórmula E: estreante
Na carreira: Vice-campeão do SportsCar em 2017
Vice-campeão do GT Britânico em 2015
6º lugar na GP3 em 2011

Sims não é muito conhecido do grande público, mas é um piloto bastante competente. Em uma BMW Andretti que mostrou muita força nos testes, é possível vermos o inglês fazendo certo estrago já em seu primeiro ano.

 

HWA

Melhor resultado: não tem
Vitórias: -
Poles: -
Pódios: -

Antiga parceira da Mercedes, a HWA está abrindo a operação para não pegar o bonde andando. Quer conhecer bem a tecnologia e o terreno quando, na próxima temporada, chegar o trem de força da marca alemã. Por enquanto é cliente da Venturi e tem expectativas modestas para confrontar veteranos e fábricas gigantes.

Na escolha de pneus, entretanto, não se conteve. Stoffel Vandoorne acabou de chegar da F1 e Gary Paffett foi o campeão do DTM. Os dois são reforços de peso para a categoria e podem realmente se colocar na briga pelas primeiras colocações a partir do momento que chegar o orçamento da Mercedes.

Filhote da Mercedes, a HWA entra no circuito
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STOFFEL VANDOORNE #5

26 de março de 1992 (26 anos), Kortrijk, Bélgica
Na Fórmula E: estreante
Na carreira: 16º na F1 em 2017 e 2018
Campeão da GP2 em 2015
Vice-campeão da World Series em 2013

Dá para classificar a passagem de Vandoorne pela F1 como decepcionante. Apesar de um bom primeiro ano, o belga naufragou na segunda temporada com a McLaren e parece ter aceito a derrota. Tem na novata HWA a chance de recomeçar e talento ele tem de sobra, como mostrou em diversas categorias de base.

 

 

GARY PAFFETT #17

24 de março de 1981 (37 anos), Bromley, Inglaterra
Na Fórmula E: estreante
Na carreira: Campeão do DTM em 2005 e 2018

Quem diria que Paffett viveria a melhor fase técnica da carreira aos 37 anos, hein? Bom, o campeão do DTM se garantiu no grid da Fórmula E e, ao que tudo indica, pode dar algum trabalho para Vandoorne e ajudar a HWA a chegar com tudo na categoria dos carros elétricos.