Da inundação ao milagre e à última camiseta

No ano em que água invadiu Indianápolis e fez a prova ser realizada em uma quarta-feira depois de um milagre, Pat Flaherty vestia apenas uma calça e uma camiseta quando cruzou a linha de chegada para celebrar a vitória nas 500 Milhas. O norte-americano foi o último a vencer usando ‘roupas normais’, à paisana

Evelyn Guimarães, de Curitiba

1956 foi um ano de mudanças em Indianápolis. A edição — a de número 40 da história — foi a primeira a ser administrada pelo Automóvel Clube dos Estados Unidos, mas, mais importante que a gerência, foi a grande reforma feita na pista do oval. O traçado ganhou asfalto, deixando apenas um pequeno trecho ainda com os famosos tijolos, pouco mais de 500 m. Só que a corrida naquele fim de maio ficaria mesmo marcada por outras razões. E a primeira delas teve a ver com a fúria dos céus.

Chuva é sempre um pesadelo para qualquer promotor de corrida, ainda mais quando a prova acontece em um circuito oval. E Indianápolis não escapou da maldição, mas contou com um milagre. O ‘Milagre de Cagle’.

Acontece que chuvas torrenciais atingiram a pista nos dias que antecederam à corrida. A água invadiu os túneis de acesso e toda a parte interna do circuito virou um pântano. Estava tudo inundado, na verdade. As condições eram tão desesperadoras que os organizadores chegaram a pensar em cancelar a corrida naquele ano. Só que o trabalho de um homem para minimizar os danos acabou fazendo a prova acontecer, ainda que não no domingo.

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