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Lado a Lado

Pagenaud 2016 x Pagenaud 2019

Simon Pagenaud já foi campeão da Indy, mas seus resultados recentes não foram dos melhores. Em 2019, vive numa montanha-russa, oscilando de vitórias para provas fora do top-10 muito rapidamente. Será que pode ser bicampeão assim?

 

Simon Pagenaud venceu pela terceira vez em 2019 no último final de semana. Mas nem tudo é o que parece ser. O número de triunfos, frio, é excelente, melhor marca do ano junto com a do companheiro Josef Newgarden, só que é uma temporada de 8 ou 80 total para Simon até aqui.

 

Com o triunfo em Toronto, Pagenaud só conseguiu vencer, ir ao pódio ou até mesmo ficar no top-5 em três corridas, a canadense e as duas em Indianápolis. Até por ter conseguido triunfar na Indy 500, com o sistema de pontuação dobrada, está vivo no campeonato.

 

Mas o Lado a Lado de hoje pretende mostrar como está a situação de Pagenaud em termos de desempenho e, por isso, fizemos a comparação com a temporada do título do francês, a de 2016.

(Simon Pagenaud (Foto: IndyCar))

Pagenaud 2016 (após o GP de Toronto)

 

32 anos

1º lugar (47 à frente do vice Will Power)

432 pontos

3 vitórias

5 poles

6 pódios

7 top-5

8 top-10

19º na Indy 500

9º no GP de Toronto
(Simon Pagenaud (Foto: IndyCar))

Pagenaud 2019

 

35 anos

3º lugar (39 atrás do líder Josef Newgarden)

395 pontos

3 vitórias

2 poles

3 pódios

3 top-5

9 top-10

Vencedor da Indy 500

Vencedor do GP de Toronto
(Simon Pagenaud (Foto: IndyCar))

 

Fica bem claro no comparativo que, três anos atrás, Simon tinha resultados muito mais regulares que em 2019, frequentava mais o pódio, o top-5, ainda que o número de vitórias fosse o mesmo. O que pode animar Pagenaud é que o título de 2016 veio mesmo com uma reta final muito fraca, ou seja, se conseguir ter um bom ritmo nas seis provas que faltam, o bi é uma possibilidade.

Por outro lado, algo que não entra no comparativo é o nível que estão seus adversários diretos. Em 2016, era um ano de domínio completo da Penske e Will Power e Helio Castroneves acabaram oscilando bastante. Scott Dixon, que era quarto, não chegou a ser uma ameaça tão grande assim e terminou atrás até de Newgarden e Graham Rahal, que estavam com Carpenter e RLL.

Em 2019, a tarefa parece bem mais dura. Primeiro porque nem Honda nem Chevrolet estão em vantagem, segundo porque a Penske também não vem sendo dominante e, por último, o nível espetacular em que Newgarden e Alexander Rossi estão desempenhando.

Hoje em terceiro, Pagenaud pode até alcançar a pontuação de 2016 se melhorar na reta final, mas deve precisar de bem mais do que os 659 pontos que o garantiram com a taça três anos atrás, justamente por ter seus principais rivais em ótima forma.

(Simon Pagenaud (Foto: IndyCar))

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