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As maiores desvantagens da Mercedes na era híbrida da Fórmula 1

37 pontos atrás no Mundial de Construtores é algo que a Mercedes jamais vivenciou desde quando iniciou seu período hegemônico na Fórmula 1, a partir de 2014. O GRANDE PREMIUM lista as outras desvantagens marcantes da equipe chefiada por Toto Wolff nos últimos anos

A Red Bull impôs à Mercedes a maior desvantagem já sofrida na era híbrida de motores (Foto: Pirelli)

O espetacular princípio de temporada 2021 da Red Bull, que já acumula quatro vitórias nas sete corridas já disputadas até então neste ano na Fórmula 1, colocou a Mercedes nas cordas. O último revés veio com o GP da França, marcado pelo terceiro triunfo de Max Verstappen no campeonato e, para completar, Sergio Pérez foi ao pódio. Se a vantagem dos taurinos para a equipe heptacampeã do mundo já era considerável antes da prova, 26 pontos, subiu para 37 tentos depois do último domingo (20).

Nunca, desde o início da era híbrida de motores, em vigor desde 2014, a Mercedes esteve tantos pontos atrás de uma adversária no Mundial de Construtores. 2014 é justamente o marco inicial do período hegemônico da equipe chefiada por Toto Wolff, que raríssimas vezes se viu atrás de uma oponente na tabela ao longo das últimas sete temporadas.

A seguir, o GRANDE PREMIUM lista as desvantagens históricas da Mercedes no Mundial de Construtores nesta fase de dominância da era híbrida de motores da Fórmula 1.

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GP da Austrália de 2014

McLaren 33 x Mercedes 25 (8 pontos)

A primeira corrida da era dos motores híbridos teve vitória de Nico Rosberg, com a Mercedes abrindo a nova fase da F1 no topo do pódio. Mesmo assim, a equipe anglo-alemã se viu atrás no Mundial de Construtores depois da abertura da temporada 2014. Lewis Hamilton abandonou a prova em Melbourne ainda na segunda volta em razão de problemas no motor. E a McLaren, que ainda contava com a unidade motriz da Mercedes naquele ano, foi ao top-3 com seus dois pilotos depois da desclassificação de Daniel Ricciardo. Kevin Magnussen — no seu único pódio na F1 —, herdou o segundo lugar do australiano, enquanto Jenson Button foi o terceiro.

GP da Austrália de 2017

Ferrari 37 x Mercedes 33 (4 pontos)

Depois do GP da Austrália de 2014, a Mercedes só foi destronada da liderança do Mundial de Construtores três anos depois. Sebastian Vettel levou a Ferrari ao topo do pódio em Melbourne na abertura do campeonato de 2017. Hamilton e Valtteri Bottas, já na Mercedes, completaram o pódio, mas o quarto lugar de Kimi Räikkönen ajudou a escuderia de Maranello a somar 37 pontos, contra 33 da oponente prateada.

FERRARI; SEBASTIAN VETTEL; GP DA AUSTRÁLIA; 2017
A Ferrari começou melhor a temporada 2017, mas não manteve o ritmo (Foto: LAT/Forix)

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GP de Mônaco de 2017

Ferrari 196 x Mercedes 179 (17 pontos)

A dobradinha acachapante da Ferrari no GP de Mônaco, com Vettel vencedor e Räikkönen em segundo, combinada com o duro revés da Mercedes — parecido com o que aconteceu em 2021 —, deu a entender que a hegemonia do império alemão estava perto do fim. Bottas foi apenas o quarto colocado, enquanto Hamilton terminou a prova nas ruas do Principado somente em sétimo. A Ferrari, então, abriu 17 pontos para a Mercedes no Mundial de Construtores. Foi a última vez que a equipe italiana se viu no topo da tabela naquela temporada.

GP da Austrália de 2018

Ferrari 40 x Mercedes 22 (18 pontos)

Novamente, a Mercedes se viu atrás da Ferrari no Mundial de Construtores na abertura de uma temporada. Assim como no ano anterior, Vettel triunfou em Melbourne no GP da Austrália daquele ano, enquanto Räikkönen foi o terceiro. Hamilton cruzou a linha de chegada em segundo, mas Bottas foi apenas o oitavo. Desta forma, a Ferrari voltava ocupar a posição de honra do campeonato e estabelecia a maior desvantagem da Mercedes na era híbrida até então.

GP da Inglaterra de 2018

Ferrari 287 x Mercedes 267 (20 pontos)

A Ferrari já tinha 10 pontos de vantagem para a Mercedes depois do GP da Áustria, histórica corrida que viu o abandono dos dois carros da equipe prateada. Em casa, Hamilton apostava na chance de voltar à ponta do campeonato, mas Vettel venceu em Silverstone após uma batalha muito técnica pela vitória, com as voltas finais com os dois grandes campeões da década no limite. Kimi Räikkönen, da mesma forma, superou o compatriota Valtteri Bottas. Assim, a Ferrari dobrou sua vantagem no Mundial de Construtores.

Só que o duro revés sofrido por Vettel correndo em casa, no não menos histórico GP da Alemanha, corrida que representou um divisor de águas na trajetória do tetracampeão, fez Hamilton tomar a dianteira e arrancar para o penta. Desde então, a Mercedes viveu um longo período na frente no Mundial e só foi superada quase três anos depois…

FERRARI; GP DA INGLATERRA; 2018;
Em 2018, Ferrari impôs à Mercedes seu maior revés na era híbrida até então (Foto: Glenn Dunbar/LAT Images/Forix)

GP de Mônaco de 2021

Red Bull 149 x Mercedes 148 (1 ponto)

Ainda é muito cedo, mas se a Red Bull derrotar a Mercedes e for campeã em 2021, dá para dizer que o GP de Mônaco é um ponto de virada, ao menos nos números. A vitória de Max Verstappen e o quarto lugar de Sergio Pérez alavancaram os taurinos ao topo do Mundial de Construtores pela primeira vez desde 2013, ano que representou o fim do seu domínio de quatro temporadas seguidas na F1. Em Mônaco, Hamilton foi novamente apenas o sétimo, enquanto Bottas abandonou depois de um bizarro problema no seu pit-stop.

GP do Azerbaijão de 2021

Red Bull 174 x Mercedes 148 (26 pontos)

A insana corrida em Baku marcou a segunda vitória seguida da Red Bull na temporada, a primeira de Sergio ‘Checo’ Pérez pela equipe taurina e, de quebra, a ampliação da vantagem dos comandados de Christian Horner perante a Mercedes.

Em que pese o abandono de Max Verstappen, causado por um estouro do pneu no meio da reta quando o holandês se encaminhava para a vitória, a Mercedes sofreu um duplo revés: Bottas foi mal no fim de semana todo e sequer pontuou, enquanto Hamilton perdeu a chance de assumir a liderança e vencer depois de cometer um erro no acionamento do chamado ‘botão mágico’ na relargada final, a duas voltas para o desfecho da prova. Assim, a desvantagem de 26 pontos passou a ser a maior sofrida pela Mercedes desde a era híbrida. Mas tal cenário durou só duas semanas.

Lewis Hamilton, Max Verstappen, GP da França 2021,
A Mercedes começa a ver a Red Bull cada vez mais distante em 2021 (Foto: Divulgação/Red Bull Content Pool)

GP da França de 2021

Red Bull 215 x Mercedes 178 (37 pontos)

Paul Ricard, GP da França. Pista considerada ‘território Mercedes’ , chance enorme da equipe heptacampeã de dar a volta por cima, tentar diminuir a vantagem da Red Bull ou, num quatro mais otimista, retomar a busca pela ponta do Mundial. Era a esperança de Toto Wolff depois de duas jornadas complicadas em Baku e Mônaco.

Mas, novamente, a rival taurina se mostrou mais forte na temporada. A vitória de Verstappen, conquistada na base do melhor ritmo do RB16B e também por meio da melhor estratégia, foi um duro golpe na Mercedes, que teve Lewis Hamilton em segundo lugar na prova. Para piorar as coisas para Toto Wolff, Valtteri Bottas foi ultrapassado por Sergio Pérez, que marcou seu segundo pódio seguido, algo inédito na sua carreira. 37 pontos, a maior desvantagem já sofrida pela Red Bull até agora na era híbrida dos motores na Fórmula 1.

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