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Lado a Lado

Hamilton x rivais no pós-recesso da Fórmula 1 nos últimos anos

Líder do Mundial de Pilotos com vantagem de 8 pontos, Lewis Hamilton volta das férias à frente de Max Verstappen. Mas nem sempre foi assim nas disputas do britânico. Relembre no Lado a Lado da semana

Lewis Hamilton, hepta, GP da Turquia 2020,
O ano de Lewis (Foto: Reprodução/Twitter/@F1)

Acostumado a empilhar títulos nos últimos anos, Lewis Hamilton viveu muitos momentos de tranquilidade, porém, nem só de marés calmas a vida do hoje heptacampeão mundial foi feita. Não é apenas em 2021, na disputa contra Max Verstappen, que o britânico retorna das férias em uma disputa por título.

No Lado a Lado desta semana, o GRANDE PREMIUM relembra aqui os momentos em que Hamilton teve de lutar pelo caneco e com qual situação o britânico se deparou ao voltar do recesso de verão europeu da categoria.

Hamilton vs. Nico Rosberg

E não tem como a elencar as disputas de Hamilton sem citar Nico Rosberg. Companheiro do britânico entre 2013 e 2016, na Mercedes, o alemão tentou em diversas oportunidades desbancar o antigo amigo, que se tornou o grande rival da carreira.

Hamilton e Rosberg foram virais na F1 (Foto: Mercedes)

Em 2014, Rosberg conseguiu chegar nas férias da Fórmula 1 em vantagem. Até o GP da Hungria, 11ª etapa daquele campeonato, Nico liderava com 202 pontos, 11 a mais que Hamilton. Porém, a fase derradeira de 2014 foi marcada pela recuperação do britânico, que conquistou o segundo título da carreira, o primeiro pela Mercedes.

Nas oito corridas restantes, Hamilton venceu seis, sendo cinco consecutivas. Após a recuperação, Lewis rumou tranquilamente para os 384 tentos contra 317 do alemão. O título veio na última corrida do ano, no GP de Abu Dhabi, vencido pelo britânico que superou o então pole-position Rosberg, que com problemas no motor, cruzou a linha de chegada apenas em 14º, amargando o vice-campeonato. Naquela temporada, o britânico conseguiu 11 vitórias, 16 pódios e 7 pole-positions, em 19 corridas.

Lewis Hamilton venceu o Mundial de 2014 (Foto: Reprodução)

Em 2016, o enredo era parecido: Hamilton e Rosberg travavam ponto a ponto a disputa pelo título mundial. Desta vez, porém, Hamilton entrou de férias com uma grande vantagem sobre Nico, enquanto o clima entre os dois já era bélico. O britânico havia acabado de vencer o GP da Alemanha e contava com 217 pontos na somatória, 19 a mais que o rival.

Porém, a segunda metade de 2016 não trouxe boas lembranças para Hamilton. O multicampeão venceu quatro corridas – mesma quantidade de triunfos de Rosberg. Foi ao pódio em outras quatro oportunidades: com um segundo lugar e três terceiras posições. Além disso, viu o motor Mercedes deixá-lo na mão no GP da Malásia, ao passo que o rival não abandonou nenhuma prova e foi segundo colocado em quatro oportunidades. Sendo terceiro apenas em Sepang.

No fim das contas, a mesma Abu Dhabi foi o palco da decisão do embate dos titãs da Mercedes, mas desta vez o título ficou com Rosberg. Hamilton venceu a corrida e fez de tudo para que o rival fosse ultrapassado, mas não teve jeito. Nico terminou em segundo e foi aos 385 pontos, 5 a mais que o britânico, que após duas conquistas seguidas, foi vice-campeão.

Nico Rosberg superou Lewis Hamilton em 2016 (Foto: Pirelli)

Hamilton vs. Sebastian Vettel

‘Mordido’ por ter perdido o título em 2016, Hamilton chegou motivado a vencer novamente o Mundial. Sem o aposentado Nico Rosberg para atrapalhar, o caminho parecia escrito nas estrelas para o britânico vencer com facilidade. Porém, a Ferrari surgiu como grande concorrente em 2017 e Sebastian Vettel era o nome do que poderia ser a pedra no sapato de Lewis. Após um começo de temporada com as escuderias medindo forças, o GP da Hungria, mais uma vez, marcou o fim da primeira metade do campeonato.

Vettel venceu a corrida e chegou aos 202 pontos, contra 188 de Hamilton. Porém, logo no retorno, o dono do carro #44 emendou três vitórias consecutivas, contou com um abandono do tetracampeão mundial e deixou o GP de Singapura com 263 pontos, contra 235 do alemão, que ainda abandonaria novamente no Japão. No fim, apesar da ameaça da Ferrari, o título foi para as mãos de Hamilton, que sagrou-se tetracampeão mundial.

Em 2018, a Ferrari chegava pronta para, desta vez, não deixar o título escapar. Logo nas primeiras duas corridas do ano, vitórias de Vettel e festa em Maranello. Logo após os triunfos, a Mercedes respondeu e a inconstância da equipe rival começou a aparecer. Antes mesmo das férias, o alemão anotou a pole-position do GP da Alemanha, e sozinho, enquanto liderava, perdeu o controle, bateu e praticamente encerrou corrida do título, já que depois do acidente, Sebastian não conseguiu mais ameaçar o britânico.

Vettel bateu e abandonou o GP da Alemanha de 2018 (Foto: Reprodução)

Na corrida seguinte, o GP da Hungria, mais uma vitória para Hamilton, que chegou aos 213 tentos, contra apenas 189 do alemão. Depois da pausa, seis triunfos para o britânico, contra apenas a solitária vitória de Vettel na Bélgica. No fim das contas, Lewis campeão pela quinta vez na carreira.

Em 2019 e 2020, Hamilton encontrou um caminho livre para vencer os campeonatos e se igualar aos sete títulos de Michael Schumacher. Porém, na atual temporada, o começo de ano foi completamente diferente do roteiro habitual: Max Verstappen ameaçou, e a Red Bull deu indícios de ser o melhor carro.

Lewis Hamilton é o grande líder da Mercedes desde 2013 (Foto: Mercedes)

A dominante Mercedes chegou a ficar 37 pontos atrás dos taurinos após o GP da França, e foram dados como nocauteados após as vitórias de Verstappen na dobradinha no Red Bull Ring, nos GPs da Estíria e da Áustria, que deixou Hamilton 32 pontos atrás no Mundial de Pilotos. Enquanto isso, o holandês era líder absoluto com 182 pontos.

No GP da Inglaterra, casa de Hamilton, uma derrota do heptacampeão deixaria a disputa quase inalcançável. A prova em Silverstone trouxe a primeira corrida de classificação da história da categoria, e mais um triunfo de Verstappen.

Após sacudir a poeira por conta do novo revés, Hamilton largou determinado a ultrapassar o rival, e após uma disputa, se tocou com o rival na curva Copse. Verstappen encontrou o muro e abandonou. Lewis, punido em 10s, se aproveitou da bandeira vermelha para arrumar o carro e rumar a mais um triunfo, que lavou a alma do britânico e deu gás suficiente para um crescimento na tabela, diminuindo a diferença para apenas 8 tentos.

O lance decisivo da corrida: o toque de Hamilton em Verstappen (Foto: Reprodução/TV)

Na rodada seguinte, na Hungria, o companheiro de Hamilton na Mercedes, Valtteri Bottas, criou o caos logo na largada, ao fazer um verdadeiro ‘strike’ nos carros do pelotão da frente, tirando Sergio Pérez, da Red Bull, da prova e avariando o carro de Verstappen. No fim das contas, Hamilton foi segundo colocado na caótica prova vencida por Esteban Ocon e entrou de férias com a liderança do Mundial nas mãos e com um clima de guerra estabelecido entre Mercedes e Red Bull.

No próximo fim de semana, a Fórmula 1 retoma as atividades com o GP da Bélgica. Hamilton lidera com 195 pontos, contra 187 do holandês. Com este cenário de vantagem e disputa, muitas perguntas rondam o paddock. E apenas as etapas seguintes responderão se Hamilton e a Mercedes conseguirão, de fato, superar as maiores ameaças que já encontraram desde o começo da ‘Era Híbrida’, em 2014.

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