Evidências

Valentino Rossi ainda não decidiu se vai seguir na MotoGP depois da temporada 2020, mas deixa claro que quer ver primeiro a performance de sua YZR-M1. No Lado a lado desta quinta-feira (9), o GRANDE PREMIUM analisa o desempenho do #46 nas últimas duas temporadas

Juliana Tesser, de São Paulo

Valentino Rossi vai viver um 2020 decisivo na MotoGP. Com contrato com a Yamaha apenas até o fim deste ano, o #46 ainda pondera se dará sequência à carreira na classe rainha do Mundial de Motovelocidade.

Aos 40 anos, o italiano de Tavullia está colhendo sugestões e já revelou que seus pais e amigos próximos querem a permanência na MotoGP. Sete vezes campeão da classe rainha, Valentino quer adiar a decisão, especialmente por entender que, primeiro, precisa ver o rendimento de sua YZR-M1.

Nos últimos anos, a Yamaha não conseguiu acompanhar o ritmo da concorrência e ficou bem longe de brigar pelo título da MotoGP. Muito embora Marc Márquez seja o homem do momento do Mundial, a casa de Iwata perdeu protagonismo e viu a Ducati aparecer como principal combatente do #93.

No ano passado, a M1 tinha um claro e importante déficit de velocidade no confronto com Honda e Ducati, mas conseguiu evoluir ao longo do ano e melhorar, especialmente nas mãos de Fabio Quartararo, que surpreendeu em sua temporada de estreia. 

Rossi, por sua vez, viveu um ano que remonta apenas as temporadas na Ducati. Só sétimo colocado na classificação de 2019, o #46 repetiu um resultado que teve apenas em 2011, seu primeiro ano na Ducati. Em termos de pontuação, foi melhor somente que em seus anos em Borgo Panigale.

No Lado a Lado desta quinta-feira (9), o GRANDE PREMIUM traça um paralelo entre as temporadas 2018 e 2019.

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Desde que voltou à Yamaha, em 2013, Rossi fez, em média, 240,8 pontos por temporada. O melhor desempenho veio em 2015, quando o italiano brigou pelo título até a última corrida. Naquela temporada, Valentino foi a 325 pontos, cinco a menos que o campeão Jorge Lorenzo, além de ter vencido quatro vezes e conquistado um total de 15 pódios.

A partir de então, porém, a pontuação vem diminuindo ano a ano, assim como o número de poles e vitórias, o que sequer aconteceu nos últimos dois anos.

Valentino Rossi tem contrato com a Yamaha só até o fim de 2020
(Foto: Yamaha)