Laranja, a cor da moda

Nesta semana, o GP* coloca Lado a Lado os carros laranjas, a cor em voga no Brasil ultimamente, da F1: nas pistas mais famosas do mundo eles não tinham como se esconder

Felipe Noronha, de São Paulo

O laranja está na moda - é o que dizem por aí nas ruas brasileiras, ao menos, neste fim de 2018.

Na F1, porém, a cor usualmente berrante é rara - mas, ao menos, não tem como se esconder. Quando uma equipe a escolhe, faz seus carros brilharem (andando mal ou bem, não é mesmo, McLaren?).

Desta forma, o último Lado a Lado desta temporada mostra ao público do GRANDE PREMIUM todas as equipes que já colocaram o laranja à mostra. Quer lembrar quais são? 

O primeiro carro laranja da F1 foi pilotado por um holandês, é claro: Jonkheer Karel Pieter Antoni Jan Hubertus Godin de Beaufort, ou apenas Carel Godin de Beaufort, um dos pilotos de linhagem nobre que já estiveram na categoria. 

O Porsche 718 da Ecurie acabaria, também, sendo o carro com que de Beaufort perderia a vida, em acidente fatal em Nürburgring, em 1964.

Já os mais recentes dos carros laranjas são os da McLaren, que voltou a utilizar a cor em 2017.

Fernando Alonso e Stoffel Vandoorne, porém, não conseguiram bons resultados com a cor em nenhum dos dois anos em que formaram dupla.

A mesma McLaren, na verdade, já havia utilizado a cor entre 1968 e 1971, com mais sucesso do que em tempos recentes.

Outras vezes a cor apareceu na equipe inglesa, também: em 1997 e em 2006, mas apenas durante testes.

A Arrows começou a sua história na F1 usando dourado, mas por dois anos, em 1981 e 1982, teve um patrocinador que a forçou o uso de laranja.

A cor, porém, não meu muito lucro: foram apenas 15 pontinhos faturados de laranja.

A cor alaranjada voltaria à Arrows em 2001 e 2002, também em razão de patrocínio.

Novamente ser laranja não deu sorte à equipe: apenas três pontos conquistados e o fim de sua participação na F1 ao final do segundo ano assim tingido.

A gloriosa (na verdade, não muito) EuroBrun tentou utilizar o laranja para brilhar na temporada de 1989.

Não deu certo: acabou se escondendo durante todo o ano, falhando em conseguir se classificar em todas as etapas de 31 temporadas atrás.

Vittorio Brambilla gostava bastante do laranja: sua única vitória, por exemplo, foi com o March desta cor, em 1975.

Os abandonos alaranjados, porém, foram mais presentes: entre 1975 e 1976, por 20 vezes Brambilla não passou a cor pela bandeira quadriculada.

Brambilla se mudou para a Surtees em 1977 e levou seu patrocinador - ou seja, levou também o laranja...

Mas só para 1978. Ainda houve um ano em que o carro foi branco - mas, depois, ele não resistiu e voltou à cor preferida.

 

O laranja é intrínseco à Holanda e com a Spyker não foi diferente. Assim que a marca comprou a Midland em 2006, tirou o vermelho e preto e colocou o laranja no lugar. 

Não durou muito, porém, pois a equipe foi vendida para aquela que se tornaria a Force India, agora Racing Pont, em 2007.

O laranja, às vezes, aparece meio à revelia. Foi o caso da Ensign, em 1974.

A equipe só conseguiu entrar no grid por sete corridas, sempre com o piloto austaliano Vern Schuppan como responsável.  E em apenas uma oportunidade chegou até o fim, com o 15° lugar na estreia da temporada, na Bélgica.

E, por fim, o Team Gunston, equipe privada que entrava no grid apenas nos GP's da África do Sul, entre 1962 e 1975.

O laranja foi utilizado por Eddie Keizan na despedida da equipe, sendo 13° naquela prova disputada há 43 anos.