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Red Bull e Mercedes: as mudanças nos testes de pré-temporada

Soluções, problemas e carros extremamente diferentes. A pré-temporada da Fórmula 1 deu um gostinho de como estão Red Bull e Mercedes neste momento, embora tenham aparecido com artimanhas bem distintas para sanar os problemas entre Barcelona e Bahrein…

O W13 apareceu muito diferente no Bahrein (Foto: Mercedes)

Confiabilidade x performance. Um dos grandes dilemas da Fórmula 1, sobretudo no início da temporada. Tanto nos testes de Bacelona como nos do Bahrein, carros essencialmente diferentes apareceram nas pistas. Seja nas asas, no assoalho, nos sidepods. Diferenças que têm o objetivo de distanciar aquilo que o novo regulamento da categoria quer aproximar entre as equipes: o desempenho.

Não à toa entre os carros que mais mostraram soluções fora da caixinha foram, teoricamente, das potências do grid: Red Bull e Mercedes. É verdade que uma sofreu mais que a outra, e que os problemas entre as duas eram um pouco distintos. Por isso, eis aqui no GRANDE PREMIUM as mudanças que ambas fizeram em seus carros, entre os testes na Catalunha e no circuito barenita.

A Red Bull de Barcelona x Red Bull do Bahrein

O RB18 em Barcelona (Foto: Red Bull Content Pool)

Quando o RB18 foi lançado, pouco se pode analisar. Isso porque o time dos energéticos optou por esconder bem o jogo — lançando até mesmo imagens bem escurecidas —, dando foco à clássica pintura dos carros da Red Bull. Só que quando eles chegaram ao Bahrein, as soluções mostradas foram interessantes. Uma das grandes novidades foi a agressiva lateral do carro, com uma divisão do fluxo de ar levado para a traseira. Além disso, imagens também mostraram um corte nas aletas do carro, novidade que não tinha sido mostrada no lançamento.

Mas a semana no circuito espanhol passou e, nas sessões de testes no Bahrein, um carro ainda mais ‘diferentão’ foi mostrado. A equipe austríaca sofria com dois principais problemas: o excesso de peso do carro e a falta de estabilidade por conta do do ‘nado do golfinho’ — o ‘porpoising’, tecnicamente falando. Por isso, apareceu nas pistas com sidepods esculpidos e um novo assoalho. Depois disso, a Red Bull se mostrou bem rápida. Tanto é que Max Verstappen anotou o melhor tempo da semana de testes no circuito de Sahkir — que receberá a primeira etapa da F1 neste fim de semana —, com 1min31s720 com o composto C5, a 0s522 de Mick Schumacher, da Haas.

O RB18 no Bahrein (Foto: Red Bull Content Pool)

A Mercedes de Barcelona x Mercedes do Bahrein

O W13 em Barcelona (Foto: Mercedes)

Nas duas semanas de treino, a equipe de Barckley encontrou problemas. O ‘porpoising’ ainda é algo que a Mercedes precisa decifrar e continuar trabalhando. E foi por isso que o W13 de Barcelona era completamente diferente ao do Bahrein — e dá até para imaginar que o carro que irá à pista no domingo de corrida também terá suas modificações. No circuito de Barcelona-Catalunha, a Mercedes tentou diferentes posições para as ‘guelrras’, além de apresentar sidepods retangulares. Só que na pista de Sakhir, este último recurso quase não apareceu.

O time de Toto Wolff ousou nas inovações. O W13 que deu as caras tinha sidepods menores e muito mais finos, em design mais ousado e agressivo, além de explorar menos a entrada de ar lateral e valorizar as entradas de ar no assoalho. O resultado é um carro mais delgado na lateral e maior no assoalho, facilitando a criação de vórtices que aumentam a pressão aerodinâmica — o que pode ajudar na diminuição dos quiques. No geral, a Mercedes liderou a semana de Barcelona, com Lewis Hamilton anotando 1min19s138, com o composto C5. No Bahrein, ficou a 1s039 de Max Verstappen, melhor tempo. Mas, como de costume, a confiabilidade é alta. Isso porque a equipe acumulou 2.083 km em três dias.

O W13 no Bahrein (Foto: Mercedes)

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