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Lado a Lado

Uma Yamaha. Dois momentos

No último fim de semana, durante o GP do Feito na Itália e da Emília-Romanha, a casa de Iwata encerrou um jejum e conquistou o título do Mundial de Pilotos após cinco anos. O GRANDE PREMIUM colocou Lado a Lado os títulos de Jorge Lorenzo em 2015 e de Fabio Quartararo em 2021

Fabio Quartararo é o novo campeão da MotoGP (Foto: Divulgação/MotoGP)
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Fabio Quartararo deu à Yamaha o 18º título na classe rainha do Mundial de Motovelocidade ao conquistar no GP do Feito na Itália e da Emília-Romanha no último domingo (24). Além de levar os japoneses ‘à maioridade’ de taças, o francês encerrou também um jejum de quase seis anos, desde que Jorge Lorenzo bateu Valentino Rossi pelo campeonato de 2015.

Além de marcar as duas conquistas mais recentes da fábrica dos três diapasões, os títulos de Quartararo e Lorenzo guardam uma semelhança: o fim de secas, embora com tamanhos diferentes. Há cerca de seis anos, Jorge encerrou uma estiagem muito menor, que vinha desde 2012, quando ele próprio tinha conquistado o bicampeonato.

Fabio Quartararo conquistou o primeiro t´ítulo da carreira no Mundial (Foto: Divulgação/MotoGP)

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As diferenças, porém, são maiores. Em 2015, Lorenzo tinha um rival caseiro, já que disputou a taça com Rossi até a etapa final, marcada, aliás, por enorme polêmica, já que Valentino acabou Marc Márquez de atuar em favor do espanhol, o que culminou com um incidente entre os dois na Malásia e uma punição que jogou Rossi para o fundo do pelotão. O italiano acabou tomando a virada e perdeu a chance de conquistar o décimo título por só cinco pontos.

No campeonato deste ano, porém, o principal rival de Quartararo veio de outro endereço. Enquanto a Ducati tenta encerrar uma seca que vem desde 2007, Francesco Bagnaia se colocou como o principal desafiante, mas sempre correndo atrás do prejuízo, já que Fabio fez uma temporada mais sólida e abriu uma larga vantagem.

Também diferente do que aconteceu em 2015, Quartararo conseguiu o título com antecedência, na 16ª das 18 etapas previstas para 2021. Ao longo do ano, o piloto de 22 anos esteve quase sempre à frente dos demais e só ganhou uma rivalidade mais intensa na metade final do campeonato.

Existe, ainda, uma discrepância no momento da categoria. Em 2015, a MotoGP vivia uma era de domínio de Márquez. Naquela época, o piloto da Honda estava no terceiro ano da carreira, tinha conquistado o campeonato de 2013 de maneira surpreendente na temporada de estreia e, no ano seguinte, sido dominante, com dez vitórias nas primeiras dez corridas.

Jorge Lorenzo conquistou em 2015 o terceiro título com a Yamaha (Foto: Divulgação/MotoGP)

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2015 foi o primeiro grande revés do espanhol, que teve três abandonos nas primeiras sete corridas do ano. Assim, a disputa ficou mais aberta na classe rainha do Mundial de Motovelocidade.

Desta vez, a elite do motociclismo não tem Márquez a principal estrela, já que ele segue às voltas com a lesão que sofreu na abertura do campeonato passado. Sem o protagonista de sempre, o campo de jogo ficou bastante mais aberto.

Ano passado, foi a Suzuki quem aproveitou melhor essa ausência, com a conquista do título por Joan Mir. Desta vez, contudo, o time japonês falhou na defesa do título e nem sequer se colocou como protagonista.

A última diferença reside no quesito diferença. Lorenzo era muito mais experiente do que Quartararo quando ganhou o título de 2015. Na época, o espanhol de Palma de Maiorca já tinha conquistado dois títulos na MotoGP e somava outras duas taças nas 250cc. Fabio, por outro lado, não tinha correspondido à expectativa nas classes menores e passou por Moto3 e Moto2 sem muito destaque.

O caminho na base, aliás, foi fundamental para dar condições diferentes aos dois no salto à MotoGP. Jorge chegou com equipe de fábrica, contratado com antecedência pela Yamaha. Fabio, porém, subiu com uma estrutura satélite, mas ganhou na base da performance os próximos passos da carreira.

São dois roteiros diferentes de momentos distintos da Yamaha, mas o fato é um só: com Fabio, a escuderia de Iwata construiu as bases para um futuro de sucesso na MotoGP.

A MotoGP volta às pistas no próximo dia 7 de novembro para o GP do Algarve, em Portimão. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do Mundial de Motovelocidade 2021.

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