Nelsinho Piquet

Primeiro campeão, Nelsinho Piquet parte para novo desafio com a Jaguar e já deu um 'toque pessoal': levou engenheiros, mecânicos e espera uma melhora significativa pessoal e do time por inteiro. "Podemos brigar entre os 10 primeiros"

Felipe Noronha, de São Paulo &
Pedro Henrique Marum, do Rio de Janeiro

Optar pela Fórmula E em 2014 já não foi uma escolha fácil para Nelsinho Piquet. A aposta, "arriscada e difícil", demorou para se mostrar a correta - mas, logo ao final da primeira temporada da categoria, o brasileiro recebeu o presente: foi campeão e marcou seu nome eternamente como dono do primeiro título daquela que promete ter mostrado primeiramente o futuro dos carros no mundo - elétricos. 

Três anos depois, o desafio é tão difícil quanto: ele correrá, a partir do próximo final de semana, pela Jaguar, que foi a última entre os Construtores em 2016/2017. Problemas? Nem tanto. O próprio Nelsinho decidiu resolvê-los. Levou dois engenheiros, levou mecânicos e espera começar uma revolução na equipe de fábrica. O objetivo? Neste ano, andar entre os 10 primeiros. Depois, voltar a brigar pelo título.

Nesta conversa exclusiva com o GRANDE PREMIUM, às vésperas do quarto ano da FE, Piquet fala sobre as expectativas, seus planos para o ano, e como eles envolvem não só a categoria principal, mas também o WEC e até, quem sabe, a Stock Car. 

Outro ponto importante do papo é: precisa a FE de nomes famosos pelo que fizeram fora da categoria? Para ele, não é bem assim. A Fórmula E, na visão do brasileiro de 32 anos, deseja e deve criar seus próprios heróis. Porque "ela pode crescer muito", por mais que os fãs possam demorar a ter o mesmo carinho que possuem por categorias mais "barulhentas e rápidas".

Sem problemas. Ele espera. Esse aprendizado faz parte de sua experiência, quase 10 anos após deixar a F1 ainda muito jovem. Mudado, ele sabe que a FE, assim como ele próprio, pode moldar seu caminho. E ser feliz com suas escolhas.

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