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Análise

É segundo piloto que fala, né?

Demorou um pouco, mas colocar Sergio Pérez no segundo carro se provou valiosíssimo para a Red Bull no GP do Azerbaijão. Já Valtteri Bottas na Mercedes…

Quatro momentos foram decisivos para o GP do Azerbaijão da Fórmula 1, realizado neste domingo (6) nas ruas de Baku. Três aconteceram fora da pista: quando a Red Bull contratou, ainda em 2020, Sérgio Pérez; quando a Pirelli escolheu a borracha mais macia para os pneus do fim de semana; e quando as equipes da frente do pelotão resolveram fazer apenas um pit stop durante a prova.

O único ponto decisivo no asfalto foi provocado por Lewis Hamilton, mas falaremos dele depois.

No começo, tudo se desenhava para uma vitória tranquila de Max Verstappen. Só que as escolhas relacionadas a pneus e pit stops fizeram com que Lance Stroll perdesse o controle do carro em plena renta, estampando o muro. Depois, faltando quatro voltas para o fim, o mesmo aconteceu com o holandês, que liderava a prova.

Isso, é bom ressaltar, sem ambos ultrapassarem qualquer limite recomendado pelo fabricante.

Azar de Verstappen, que poderia aproveitar a vantagem da Red Bull em Mônaco e Baku para ter uma liderança mais consolidada no Mundial de Pilotos. É quase certo que a Mercedes volte ao ritmo anterior a partir do próximo GP, na França, então eram pontos importante na luta pelo campeonato.

Só que tudo foi para os ares com o pneu da Pirelli.

A grande imagem do GP do Azerbaijão (Crédito: Twitter / @F1)
A grande imagem do GP do Azerbaijão (Crédito: Twitter / @F1)

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Sorte de Sergio Pérez. O mexicano fez, pela primeira vez no ano, aquilo que se esperava dele na Red Bull: estar logo atrás do companheiro de equipe, se colocando entre Max e Lewis na luta pelo campeonato. Com a batida da Red Bul #33, a #11 estava lá para herdar a liderança.

Curiosamente, o terceiro colocado em Baku foi Pierre Gasly, da AlphaTauri e ex-ocupante do segundo carro taurino. É importante notar, porém, que hoje o francês está muito melhor do que nos tempos de Red Bull. Foi uma troca que fez bem ao piloto, por mais estranho que isso possa parecer em um primeiro momento.

Já Hamilton poderia ganhar a sorte grande. Afinal, em um fim de semana que começou péssimo, o heptacampeão tinha tudo para sair de Baku líder do campeonato. Tem mais: com a bandeira vermelha após a batida de Verstappen, teve a chance de vencer.

No entanto, o inglês foi com muita sede ao pote na nova largada. O segundo lugar e a liderança do mundial já estavam ótimos, mas ele passou de qualquer limite ao tentar ultrapassar Pérez. Errou, foi para fora da pista e para o fim do pelotão.

Esse foi o último momento decisivo no Azerbaijão.

O último momento-chave em Baku: o erro de Hamilton (Crédito: Twitter / F1)

Podemos dizer, de qualquer forma, que foi um erro forçado pelo adversário. Pérez estava ali para fazer Hamilton escapar. Se não fosse o mexicano no segundo carro da Red Bull, o heptacampeão teria vida fácil para vencer.

A troca de pilotos no time austríaco se pagou, ao menos até aqui.

Tudo isso enquanto o segundo piloto da Mercedes já está fazendo hora extra. Em um GP no qual precisava fazer exatamente o que Pérez fez, Valtteri Bottas foi péssimo. Um 12º lugar com a equipe alemã, mesmo considerando que o finlandês estava com um acerto ruim em seu carro, chega a ser um vexame – e no pior momento possível para o time.

Bom, o que importa é que, com esse final de GP do Azerbaijão imprevisível, os dois líderes do campeonato não pontuaram. Como diria o locutor Walter Abrahão, foi um placar “OXO” nesse quesito. O que não é ruim, já que é uma boa pimenta na briga pelo título.

Vamos ver não só como a Red Bull se comporta no retorno os circuitos permanentes, mas como como Verstappen irá lidar com a frustração de hoje – ainda que tenha ganho nova energia ao ver o adversário errar.

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